A disseminação de desinformação climática é tema de novo artigo publicado na revista Vivat Academia.
Os autores buscaram identificar tendências, aproximações e divergências que possibilitem uma reflexão sobre fluxos globais de desinformação climática, a partir de conteúdos desinformativos com mais engajamento nas redes sociais, publicados em inglês, espanhol e português durante o ano de 2023.
Os dados foram coletados por meio da ferramenta BuzzSumo. Os pesquisadores adaptaram um protocolo analítico voltado à análise desse tipo de desinformação em plataformas digitais, que foi posteriormente aplicado. Foram exploradas três categorias —emissores, fontes e tipologias da desinformação— que permitiram identificar o caráter glocal da desinformação climática.
Os principais achados apontam para a predominância de mídias tradicionais e alternativas na difusão de desinformação sobre mudanças climáticas em distintos contextos nacionais. Essas mídias se apresentam como pretensas autoridades discursivas no tema, enquanto instrumentalizam a credibilidade de cientistas, pesquisadores e instituições acadêmicas para conferir legitimidade às narrativas desinformativas. Além disso, foram identificadas variações significativas nos padrões de desinformação conforme o contexto cultural e linguístico analisado.
De acordo com os autores, os dados apontam que, ao mesmo tempo em que esse fenômeno mantém estratégias discursivas comuns em escala global, é atravessado por especificidades socioculturais locais.
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Imagem: Previsões da NASA sobre os efeitos do aquecimento global em 2099 / NASA Center for Climate Simulation
