A dimensão emocional das conversas e interações ocorridas nas visitas de grupos familiares ao Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, São Paulo, é tema de novo artigo publicado na revista Educação: Teoria e Prática.
As autoras gravaram as visitas de sete famílias por meio de câmera GoPro levada por uma das crianças de cada grupo. A partir do software Dedoose, os dados audiovisuais foram categorizados segundo protocolo que permite interpretar as interações pela lente da emoção.
Os resultados mostraram que a experiência da visita foi prazerosa, com predomínio de emoções de valência positiva (excitação, ternura, curiosidade e diversão) ou neutra (surpresa). Já as emoções de valência negativa mais identificadas foram a confusão,o aborrecimento, a piedade e o desapontamento. De acordo com as autoras, especificamente, a excitação e a diversão estimularam o interesse, enquanto a surpresa, a curiosidade, a confusão e o desapontamento demonstraram potencial para promover o processo cognitivo e experiências de aprendizagem colaborativas a partir de quebras de expectativas. Além disso, a ternura esteve relacionada à valoração estética, enquanto a piedade foi, principalmente, uma reação a informações sobre a morte ou risco de extinção. Já o aborrecimento foi mais recorrente no âmbito de conflitos pontuais entre os membros da família.
Leia o artigo aqui.
Imagem: Urso-de-óculos (Tremarctos ornatus), no Zoológico de Sorocaba / Wikicommons
