As visões dos jornalistas científicos sobre a IA e como eles estão adotando e utilizando essas novas tecnologias são tema de novo artigo publicado no periódico Convergence.
Os autores adotaram uma metodologia de survey para permitir a comparação direta entre jornalistas do Brasil, Índia e Reino Unido. As perguntas do questionário foram elaboradas para elucidar a forma como os jornalistas estão adotando a IA, com base na teoria da difusão da informação (Rogers, 2003), o que possibilitou a comparação entre os países.
Os resultados mostraram uma ampla adoção de ferramentas de IA para tarefas relativamente simples e diretas (por exemplo, transcrição). Além disso, embora haja interesse em usos mais sofisticados (por exemplo, análise de dados), receios quanto à precisão da IA parecem moderar essa adoção. Também foram observadas diferenças significativas na adoção de ferramentas de IA entre os países, com jornalistas científicos brasileiros adotando mais amplamente ferramentas para apoiar a escrita em um segundo idioma, e jornalistas da Índia e do Brasil fazendo uso mais disseminado de ferramentas sofisticadas do que os do Reino Unido. Os jornalistas britânicos mostraram-se mais relutantes em adotar ferramentas de IA. De modo geral, o estudo capta uma transição nas práticas do jornalismo científico, indicando que o aumento das capacidades da IA está mudando as práticas de trabalho.
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Imagem: Jernej Furman
